Eu nunca fui uma santa. Eu sou um ser humano e eu apronto às vezes. Katy Perry

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Neon

Eu vejo as luzes dos letreiros quando passo de carro pela cidade. Quando vejo eles piscando para quem passa, me lembro de casa momento que passamos. Ele vem e ele vai como ninguém, ele fica na minha cabeça, iluminado feito Neon. (:

John Mayer - Neon

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Teenage Dream - Parte final

Quando Gabriel acordou, já era de noite. Ele olhou no relógio que marcava 20:00. Ele percebeu que eu ainda estava deitada em seu peito. Com um pequeno movimento, eu me acordei. Ainda sonolenta, eu olhei para Gabriel, dei um sorriso preguiçoso e sentei. Olhei para o mar. Olhei para baixo e vi que ainda estávamos nas dunas. Ele puxou o meu rosto para o lado, olhou em meu olho e me beijou. Um beijinho doce e carinhoso que só ele tinha jeito para dar. Ele me pegou no colo, pegou minha canga e minha bolsa e me levou até o carro. Eu, no banco de passageiro, ficava pensando como eu conseguiria ficar um ano inteiro sem ver Gabriel. Era quase impossível. Ele entrou no carro, ligou o mesmo e começou a andar. Estávamos indo em direção da minha casa. Eu abracei o braço dele. Não queria que ele fosse. Se eu pudesse, eu faria tudo para ele ficar comigo na praia ou em qualquer lugar. Ele era o meu sonho de adolescente, eu nunca pensei em me apaixonar tanto assim.
A festa foi no sábado, hoje é domingo e amanhã de manhã às 8:30 eles iam partir. E, talvez, nunca mais visse Gabriel.
Gabriel parou em frente a minha casa. Eu olhei para ele e disse:
- Amanhã de manhã às 8:00 na praia de sempre. -Olhei no olho dele, dei um beijo estalado na bochecha de Gabriel e saí do carro. Entrei no portão da casa e mandei um beijo para ele. Ele me mandou outro e depois partiu.
Tomei banho, jantei, coloquei o pijama e fui pra cama. Não tinha nada que conseguisse me fazer dormir. Coloquei meu celular para despertar às 7:30 para que desse tempo de me arrumar um pouquinho para ver Gabriel.
Era 8:00 horas em ponto e eu cheguei na praia. Eu avistei o carro de longe. Vi que ele estava sentado da areia, perto do carro. Cheguei por trás e dei um beijo na bochecha dele. Ele se levantou e me levantou no colo. Me beijou demorado e docemente. Quando ele me largou, olhei para ele e escorreu uma lágrima pelo meu olho. Eu não queria que ela caísse, eu queria parecer forte mas eu não consegui. Ele a limpou com a mão, depois passou a mão pelo meu rosto e o ergueu. Me fez olhar no olho dele. Eu percebi sim que ele estava com lágrimas nos olhos. Ele não as deixou rolar, ele consegui ser forte.
Com a voz tremula ele disse:
- Ontem, quando caiu a fixa que a gente não ia se ver por um bom tempo, eu comprei isso. - Ele colocou a mão no bolso e tirou uma caixinha. Ele a abriu e tirou de lá um coração. Na verdade, eram duas metades de um coração as estavam encaixadas. Ele as desencaixou e colocou no meu pescoço. Eu coloquei a outra metade no pescoço dele. Eu percebi que atrás tinha escrito alguma coisa. O nome dele. Eu fui ver se tinha o meu nome na metade dele. E tinha. Eu fiquei muito emocionada. Dei um abraço muito apertado nele e depois um beijo. Eu tinha esquecido que ele ia embora. Olhei no relógio dele. Já era 8:25. Já estava na hora da despedida. Ele me olhou, disse que me amava. Eu olhei para ele e disse que o amava muito mais. Ele me deu um beijo, me guiou até o carro. Enquanto ele dirigia em direção a minha casa, ele me disse que ia me ligar todo o dia. Eu esperava que sim.
Chegamos na frente da minha casa. Todo mundo dormindo ainda naquele lugar. Ele se virou para mim e disse:
- Meu amor, você vai sempre ser o meu amor, minha paixão, sempre sempre, nunca se esqueça disso. Eu te amo. Esse colar é a mais pura prova de amor que eu possa dar agora porque eu estou sem dinheiro no momento..
Eu já soluçando soltei uma risada de canto de boca. Era quase impossível sentir felicidade naquele momento. Mas ele conseguiu. como sempre. Eu, agarrada em seu braço, tentando impedir que ele fosse, disse:
- Eu nunca amei uma pessoa tanto como você e eu sei que nunca voa amar. Você, em poucos minutos me fez apaixonar por você. Tu é, e sempre vai ser meu amor. Eu te amo com todas as forças que ainda tenho.
Dito isso, dei um beijo nele e um abraço demorado. Quando nos olhamos com tristeza eu soube que era a hora de eu sair do carro e entrar. Saí do carro e fui em direção ao portão da casa. Com a minha mão tremendo eu não conseguia achar a chave do portão.
No fundo ouvi um barulho de porta batendo. Olhei para trás e vi Gabriel correndo em minha direção. Eu corri na direção dele. Pulei em seus braços e nos beijamos pela última vez. Ele achou a chave para mim, eu agradeci e o abracei. Entrei em casa e abanei para ele. Mandei um beijo. Ele o pegou e colocou na boca. Eu ri mesmo não achando muita graça. Fechei a porta e fui na minha cama afogar minhas mágoas no travesseiro.
O resto das minhas férias foram horríveis. Emagreci 2 quilos e fui pra praia contra a vontade. Passava pela casa alugada dele e sentia um arrepio em saber que ele não estava mais lá. Ficava nem uma hora na praia, olhando as dunas e chorando escondido. Ia no quiosque que tinha na frente da guarita dos salva vidas e comprava uma água sem gás. Sentava na canga, tomava a garrafinha inteira, me levantava e ia embora. Isso aconteceu até dia 1º de março. Dia 13 começava as aulas.
Mesmo Gabriel me ligando um dia sim, um dia não, era muita saudade. Em uma ligação ele me informou que as aulas dele começavamdia 13. A minha cameçava dia 6. E foi aí que eu tive uma ideia.

                                             UM DIA NA AULA DE BIOLOGIA

-Alunos, agora os alunos que cursam biologia marinha vão fazer uma apresentação sobre baleias. - Disse a professora.
Quando Gabriel ouviu biologia marinha e baleias, o coração apertou. Sim, ele tinha se lembrado dela.
A professora abriu a porta e entraram alguns alunos. Gabriel olhou no rosto de cada um deles. A última aluna usava um jaleco branco e estava fechando a porta. Gabriel não tinha visto o rosto dela ainda.
Quando ela se virou, o olhar deles se encontrou. Gabriel se levantou da cadeira e correu até a direção da menina. Ela, correndo, fez o mesmo.
Quando a gente se abrçou, foi como se tivessem tirado uma pedra de cima das minhas costas. Ele me afastou dele. Pegou meu rosto com as duas mãos levemente e olhou. Ficou me encarando inacreditavelmente. Eu peguei a metade do coração que estava sobre meu pescoço. Ele pegou o dele e juntamos os dois fazendo com que formasse um só. Feito isso ele finalmente me beijou e a turma inteira aplaudiu. Quando terminamos os abraços eu estava toda molhada de lágrimas. Ele me secou e a professora pediu para Gabriel se sentar e que nosso grupo começasse a apresentação.
Eu era a que mais tinha coisa para falar na apresentação, mas eu não conseguia, eu só conseguia chorar. Quando me acalmei, começamos. A apresentação durou uma hora de sorrisos e beijos escondidos entre eu e Gabriel. Quando deu o sinal eu pensei 'Finalmente!'. Ele pegou minha mãe e foi pagar um lanche para mim. Ele perguntou tudo, sobre minha transferência até sobre a minha mãe. Ele ficou em choque quando eu disse que meu pai havia comprado um apartamento em Caxias do Sul para mim. Ele pediu o edifício e eu falei que era o Edifício Pinha. Ele com um sorriso perguntou qual era o número do apartamneto. Eu respondi que era o 210. Ele com um sorriso de orelha a orelha me disse que o dele era o 211 do Edifício Pinha. Eu no começo não acreditei. Dei um beijo nele, depois um abraço apertado.
Parecia um conto e fadas. Eu dormia um dia na casa dele e um dia ele vinha dormir na minha casa. Se faltava arroz para a janta era só atravessar o corredor e eu já tinha tudo o que precisava.
Foi a melhor época da minha vida, não tem como negar, Eu realmente vivi um Teenage Dream. (:

Teenage Dream - Katy Perry

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Teenage Dream - parte 2

Deito - me na cama com um sorriso doce, com os olhos fechados de muito sono e o celular na mão.
Me acordo num pulo. Sinto que o celular estava vibrando. Uma nova mensagem que dizia: 'Bom dia amor, ou seria boa tarde? Enfim, agora já são 15:00 e eu estou indo para a praia as 16:00, ok? Te encontro lá! Leve a Luiza, o Xavier vai vir comigo. Beijos :*'
Quando vi que já eram 15:00, eu levantei muito rápido, coloquei meu biquíni e uma saída de banho por cima. Sentei-me para almoçar. Tinha bife com queijo. Comi tudo rápido. Luiza chegou na porta e eu ja havia terminado de comer. Ela entrou me deu um abraço. Informei-a que iria escovar os dentes e passar protetor solar. Fui muito rápida. Peguei minha bolsa de praia, coloquei 20 reais dentro, minha canga e um protetor solar por prevenção. Dei um beijo na minha mãe e saímos.
Quando cheguei a praia, não vi Gabriel. Fiquei olhando por um tempo, mas nem sinal dele. Escolhemos um lugar na areia, estendemos a minha canga e ficamos alí, conversando. Eu tinha colocado minha máquina fotográfica dentro da minha bolsa. Luiza queria tirar uma foto minha na frente do mar. Mas eu não queria levantar. Já era 16:30 e Gabriel não havia chegado ainda.  Pedi para ela tirar uma foto minha sentada em minha canga com o mar de fundo. Dei um sorriso falso. O que eu menos queria era sorrir naquele momento. Então ela se levantou com a minha câmera, enquadrou-me e..
Eu comecei a rolar na areia. Eu não sabia o que havia acontecido. Eu estava rolando. Eu senti um impacto e comecei a rolar. Quando parei, vi que meus braços estavam presos. Vi um sombra em cima de mim. Olhei para cima e dei um sorriso. Gabriel sorriu também. Eu não conseguia acreditar e nem me mexer. Ele aproximou seu rosto do meu e me deu um beijo.
Quando terminou, me ajudou a levantar. Olhei para Luiza. Ela e Xavier estavam aos beijos. Olhei para Gabriel. Ele com aquele sorriso lindo e contagiante, me fez sorrir ainda mais.  Eu fui lá e o abracei. Ele deu um beijo em minha testa. Ficamos assim por um tempo, sem fazer nada, sem dizer nada, só curtindo o sol da praia.
Ele me pegou pela mão e me levou até a minha canga. Sentamos lá, conversamos, sorrimos, nos beijamos, ficamos olhando o sol cair. Fui comprar duas águas de coco para nós.
Chegaram uns amigos do Gabriel e do Xavier com violões, flautas, tambores, todos os instrumentos imagináveis. Fizeram uma roda e chamaram nós. Gabriel pegou a minha mão e me levou até lá, onde conheci todos os amigos dele. Xavier fez o mesmo com Luiza. Gabriel sentou na minha frente e não do meu lado. Ele e Xavier sentaram de um lado e eu e Luiza de outro.
Gabriel contou a todos que eu sabia tocar violão. Então, me deram um deles para tocar. Mas me disseram que tinha que cantar também. Fiquei com vergonha, mas eu fiz, pelo Gabriel. Escolhi uma música que eu adorava, a Bubbly, da Colbie Caillat. Cantava e olhava para Gabriel. Ele com um sorriso de satisfação, demonstrava que estava feliz por estar ali comigo. Quando terminei, todos me aplaudiram e me elogiaram.
Gabriel se levantou, foi em minha direção, me deu um beijo, pegou minha mão, me levantou dali, pegou minha bolsa e minha canga e começou a caminhar. Eu não fazia a menor ideia da onde a gente estava indo. Ele me levou até em cima de uma duna. Estendeu a canga e sentou. Fez sinal para que eu sentasse do seu lado. Sentei. Apoiei minha cabeça em seu ombro, olhei para cima, ele olhou para baixo. Sorrimos, felizes. Então ele pegou a minha máquina fotográfica e começou a tirar fotos nossas. Depois que a gente viu como ficou, sentimos que, sim, nós fomos feitos um para o outro. Beijei-o demoradamente. Depois ele sorriu para mim. Um sorriso doce como sempre. Deitei na canga. Meus pés ficava para fora, tocando a areia. Ele se deitou ao meu lado. Olhei no olho dele, ele olhou no meu. Ele me beijou e eu correspondi. Ficamos aí. Eu deitada em seu peito, ele mexendo em meu cabelo. Os dois conscientes que amanhã a magia iria acabar.